sábado, julho 15, 2006

Johann - Morte

segunda-feira, julho 10, 2006

(...)

Um parênteses na história...

quinta-feira, julho 06, 2006

Johann - Burguesia

terça-feira, julho 04, 2006

Noite na Taverna - Johann - Mal do Século

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Poema verde e amarelo

Foi nessa república
enxuta, resoluta
Que se fez a música
essa tal digna

Onde se fez amor
com dor, calor
Esse tal pois queimou
mata impávida

Impávido colosso
mas moço e fosco
Céu fosco sem estrelas
essas à procura de nativos

Índios passados
assolados, alinhados
Assolada terra
nem virgem nem erma

Ema mico, lobo fico
fico bobo, olho, fito
Bobo homem
esse cito mas não olho...

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Sobre melecas e política...

Então aqui vai a tão esperada dissertação (ou um resumo dela, à medida que o blogger não suporta 50 páginas...) sobre a tirada de meleca na frente da câmera.

"(...) Racional, concentrado e até inteligente foi o ato. Se a SBT não se agradou, foi porque não entendeu. Após a macacada do governo, a descrição presidencial da leptospirose (diz o petista que a doença eh proveniente dos laptops, e transmitida pela urina do mouse), a guerra civil desencadeada no Iraque e pela antiga briga pelos territórios sagrados de Jerusalém, nada mais inteligente que tal cena. Após perolíssimas pérolas nacionais (contribuições de participantes de programas da nossa tão relevante televisão e de jogadores de futebol), crianças consagradas a deuses marítimos e a impavidez de Dirceu em frente à câmera (por que ele não tirou meleca logo?), eu naum podia deixar de fazê-lo. Assim como Jô não deixa de escrever coisas com mais sentido que o massacre dos sem-terra, eu naum deixo de fazer coisas com mais sentido que a hipótese de que a liberação da maconha irá resolver o problema dos viciados, ou mais sentido ainda que a idéia de que as cotas universitárias para negros seja uma medida permanente.
Se agora Mainardi apelou ao canal de monitoramento do hotel, eu apelo ao canal alternativo, onde possamos expressar, do nosso jeito, nossa digna indignação ao superfaturamento de verbas. Cuspes, línguas, arrotos, bunda-lelês e mais uma gama sem fim de manifestações políticas, sociais e econômicas, que farão certa diferença, e macacos me mordam se não fizerem, visto que os programas com maior ibope, hoje, possuem tais adereços.

É como naquela fraude das listas: "Eu vi essa lista sim! E digo mais, eu engoli!" Tiro meleca sim! E, se precisar, as engulo!(...)"

domingo, janeiro 15, 2006

Uma tarde "cult"...


Hoje fui num cinema cult. Lá tinha também um bar cult e uma biblioteca cult. O bar era legal, cult: o telhado à mostra, meio rústico, enquanto as mesas e cadeiras eram pretas e cult. Acho que era pra contrastar dois opostos, algo bem cult assim, aproximando duas realidades. Minha irmã acha que é estúpido, porque ela acha que só afasta as realidades. Cult ela né?
Achei até a garçonete cult. Tinha uma bandana colorida e um óculos destes de armação grossa. Bem cult. No bar tinha umas pess... (espere aí! Bar não! Sejamos cult! Pub!) No pub tinha umas pessoas bem cult também: chegavam, colocavam bolsa/óculos escuros/objetos em geral na mesa, pegavam um livro e fingiam ler com interesse, soltando, de minuto a minuto, um gemido, como que dizendo "Hum... interessante." ou "Que livro grotesco. O que o fulano quis dizer com isto?". Não fazia diferença o que eles tomavam. Nada mais cult do que tomar água mineral (de volta à natureza). Ou capuccino (estrangeiro: cultura!). Ou café (valorizando a nação: patriotismo).
Provavelmente tem a ver com a fase da pessoa cult. Acho que se ela estivesse numa fase patriota, teria saído de casa após terminar de decorar títulos de livros da história brasileira, iria ao bar... perdão, pub, ao som de Tom Jobim e estaria lendo, enquanto toma seu café, Dom Casmurro, ou Memórias Póstumas de Brás Cubas. Enfim, deve ser uma questão de fase.
Aí fui ver o filme. Cineminha cult! Cabia no máximo 100 pessoas. Afinal, é pra um público seleto, cult. Entraram algumas donas cult, q se recusavam a ficar conversando antes do filme. Quebrava o clima cult. Preferiam ler seus livros e dar uns gemidos de sabedoria ininteligíveis. Eu perguntei pra minha irmã se tirar meleca era cult. Ela falou que só se fosse na frente da câmera, durante 30 minutos, e depois ser capaz de escrever uma dissertação de 50 páginas sobre o assunto. Eu acho q não sou cult. Meu estilo é mais rápido. Meu nariz é grande mas nem tanto.
Depois d sair do cineminha cult, fiquei me sentindo meio cult, e fiquei fazeno pose cult: algo discreto, só que para aparecer. Sabe como é? Você tenta se mostrar aquém de tudo e todos, mas na verdade está tão interessado que faz a pose. Não entendeu? É complexo mesmo. É cult!
Minha irmã falou também que, além de ler no pub, algo muito cult é começar a escrever no guardanapo. Uma poesia talvez. Se você está naquela fase brasileira, pode ser algo do tipo,


" Minas, minas minas minas
minas
gerais minas minas minas..."
minas minas minas minas
minas minas
minas minas minas "
... afinal, poesia concreta é cult. Mas você precisa poder escrever uma dissertação de 50 páginas sobre isso também.

Bom, poesias à parte, o mundo cult é distinto, seleto. Passei pela biblioteca cult, e observei alguns seres que abriam o livro (dando aquela molhadinha no dedo sabe? Aquela molhadinha que a sua professora da quinta série dava, e vc não entendia a utilidade daquilo, mas imitava) e olhavam o livro. Olhavam, sim, pq os olhos não mexiam. Era só pra ver se tava limpinho mesmo, eu acho. Pq livro é cult. Desde que tenha mais d 300 páginas de letras pequenas. Menos que isso só dissertações.
Enfim, fiquei achando o público cult bem, assim, cult. É! Achei bem inútil toda a formalidade e bizzarice cult. É simplesmente cult e pronto, mas o que isto quer dizer? Achei que é igual o público metaleiro, pop, alternativo, etc. E o pior é que eu fico intimidado pela aura cult e fico querendo ser igualmente cult. Não quero ser o jacu da história. Pose é tudo.

Era só um pensamento... tenta sentir isso...

sábado, janeiro 14, 2006

Nada demais...

Sabe aqueles pensamentos q vem assim, e pega agente d jeito? Aí alguem pergunta: aloow! c tá aí? Ou se não, quando vc olha no relógio, vê que pensou durante um tempão. Ou se não, c pensou rapidim, só q aquilo ficou na sua cabeça.

É isso ae...